Com mais de 30 anos de história, a CI Intercâmbio e Viagem é uma das mais tradicionais redes de franquias especializadas em intercâmbio e turismo internacional.

Estar tanto tempo em um mercado competitivo e que muda muito rápido, exigiu que a CI aprendesse a inovar e se reinventar para manter a relevância e continuar crescendo.

Nesta edição do Franchise Insider, Henrique Munhoz, gerente de franchising e expansão da CI Intercâmbio e Viagem, fala sobre as mudanças que a rede fez ao longo dos anos e as próximas novidades.

Mudando os modelos de franquia

Reinventar não é novidade para a CI. A marca já fez vários ajustes em seus produtos, posicionamento e processos. E um dos mais significativos foi a criação e adequação de seus modelos de franquia.

No início da expansão por franquias, na década de 90, as lojas exigiam pontos comerciais bastante amplos. Mas, com o passar do tempo, a companhia foi notando que, de fato, tamanho não é documento e que era possível ter uma loja lucrativa com espaço menor.

“Hoje temos opções de negócio com formato muito mais enxuto que atendem não só as configurações atuais do mercado imobiliário, mas também ajudam o franqueado a ter um retorno rápido e uma operação mais econômica e lucrativa”, explica Henrique.

Pensando nisso, a CI desenvolveu cinco modelos de franquia, que podem ser implementados em diferentes espaços e atender vários perfis de franqueado. Com isso, consegue ter uma capilaridade bastante interessante, absorver um número maior de investidores e fortalecer sua marca a cada ano que passa.

Atualmente, os modelos de franquia CI são: o full, uma loja de rua mais completa; o light, uma loja com estrutura reduzida; a franquia office, que pode ser operada em uma sala comercial; o express, instalado dentro de outro negócio, como shoppings e escolas de idiomas; e o modelo de franquia home based.

Os modelos express e home based também têm atendido muito bem uma tendência em alta no franchising: a interiorização de franquias. Por serem operações mais enxutas e econômicas, elas funcionam muito bem em cidades e bairros menores, com população reduzida.

Os valores de investimento partem de R$ 4 mil para operação em home office e de R$ 120 mil para a franquia full.

Ajustando o posicionamento

Recentemente, a CI começou a ajustar seu posicionamento de mercado para se aproximar do público adulto.

E um dos maiores desafios, nesse sentido, é disseminar a concepção de que um intercâmbio – principal produto da companhia – não é uma oportunidade apenas para adolescentes, mas também para os mais velhos.

Esse ajuste de posicionamento em 2019 veio junto com duas mudanças significativas: a reformulação dos pilares de seu plano de negócios e a renovação de seu conselho consultivo.

Para este ano, a CI Intercâmbio e Viagem baseou sua operação em quatro pilares: inovação, inteligência de negócios, excelência operacional e cultura de alta performance.

Henrique não revela muito sobre as estratégias que permeiam esses conceitos, mas conta que o plano tem como objetivo principal manter o crescimento expressivo da CI nos próximos anos e reforçar sua posição como maior rede de intercâmbio e viagens do país.

O conselho consultivo é um recurso adotado pela companhia já há alguns anos e que auxilia na busca pela inovação. Ele também permite trazer uma visão única de quem estava “de fora” do negócio, até então, o que é algo bastante precioso para a expansão e o posicionamento de marca.

Periodicamente, a companhia seleciona um time de executivos que tenham qualidades e experiências que podem ser agregadas à CI para atender os objetivos da marca.

O mandato tem validade de um ano com possibilidade de renovação de acordo com os resultados e desafios da empresa no período.

Além dos sócios-fundadores Celso Garcia e Victor Hugo Baseggio; e do diretor-geral Gilberto Mingrone, a formação mais recente do conselho consultivo da CI conta com Sylvio Mode, Presidente da Autodesk; Leonardo Xavier, CEO da Pontomobi, e André Friedheim, atual presidente de Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Ainda com o objetivo de se aproximar do público adulto, a CI ampliou recentemente o seu portfólio de serviços.

Para começar, criou um programa de ensino executivo, voltado para profissionais partir de 25 anos que estejam interessados em incrementar sua formação profissional com uma experiência internacional.

De acordo com a CI, o novo serviço está totalmente alinhado às tendências internacionais de educação e às mudanças do mercado de trabalho e ajuda o aluno a desenvolver habilidades específicas para sua carreira e fazer networking.

Dentro deste produto, é possível escolher entre programas acadêmicos fornecidos por escolas de negócios baseadas em universidades no exterior; viagens inspiradoras e promovem encontros com líderes visionários ou cursos de idiomas focados em assuntos relacionados à área de atuação do participante.

A vantagem de vender investimento
“Uma grande vantagem nossa é que o nosso negócio é a educação internacional. Esse serviço é tão importante para os nossos clientes que é encarado como um investimento”, explica o executivo.
Essa forma com os produtos são encarados pelo público consumidor da CI é fundamental para o core business da empresa e para manter a saúde financeira do negócio.
Henrique explica que, mesmo com a alta do dólar e a crise econômica vivida pelo Brasil nos últimos anos, a CI conseguiu se manter estável muito porque os clientes querem, cada vez mais, investir em educação.
Além disso, quem vai fazer um intercâmbio ou trabalhar um período no exterior, costuma fazer um planejamento a longo prazo. E, mesmo com a crise, ainda consegue viajar.

Mais recentemente, a CI lançou um formato de intercâmbio voltado para o público cristão.

Em parceria com a consultoria Id.e – Mercado e Cultura Cristã, o Intercâmbio Zion foi pensado para oferecer uma estrutura interessante para quem busca uma experiência internacional, mas se sente inseguro sobre como isso poderia afetar suas práticas religiosas.

Na prática, o programa conta com hospedagem com famílias cristãs e em residências próximas à igrejas, além de priorizar instituições de ensino com tradição cristã.

A CI também pode incluir imersões de dez dias em Israel, que serão oferecidos em três formatos: cultural religioso; cultural gastronômico e artístico; tecnologia e empreendedorismo. Haverá, ainda, programas missionários, como trabalhos voluntários em destinos como África do Sul e Moçambique.

Presença no exterior
A CI já conta com unidades em países como Austrália, Irlanda, Nova Zelândia e Canadá, mas Henrique explica que essas lojas são próprias e tem como objetivo principal amparar os clientes brasileiros que estão fazendo intercâmbio ou turismo no exterior.
Entretanto, o executivo revela que a companhia tem planos de internacionalizar sua operação de franquias e já está estudando alguns mercados para começar a expansão por franchising no próximo ano.

Trajetória e dicas do executivo

Administrador e especialista em vendas, gestão de franquias e estratégias de negócios, Henrique passou por grandes companhias, incluindo bancos e holdings de franquias.

Há mais de 8 anos na CI, gerencia todo o processo de expansão das franquias, incluindo a parte estratégica e operacional.

Para quem também quer criar uma carreira de sucesso no franchising, ele tem uma dica: “Eu acredito que é fundamental ter prazer de fazer o seu trabalho. Quando você gosta do que faz e realmente acredita na companhia, os desafios se tornam muito mais simples de superar”.

“O segredo é trabalha com o que você gosta e ter um propósito, os resultados são consequência”

Atualmente a CI tem mais de 130 unidades, faturou R$ 325 milhões em 2018, e a expectativa é crescer cerca de 15% a 20% até o fim de 2019.

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