Minha franquia deu lucro! Como devo administrar o dinheiro?

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franquia deu lucro

A pergunta do título é aquela pergunta que todo mundo que investe em uma franquia gostaria de ter que responder. O motivo disso é porque, afinal de contas, entrou mais dinheiro do que saiu na franquia, resultando num cenário de lucro. Só que não podemos dizer que chegar no lucro significa “missão cumprida”, mas é apenas uma etapa para chegar lá.

O lucro é algo que todo empreendedor almeja, pois é um indicativo de que o seu negócio está dando retorno. Porém, como já trouxe em um dos meus artigos aqui no blog, muito mais do que o lucro, o franqueado deve observar a rentabilidade do negócio. Trata-se do indicador que mede a relação do lucro em relação ao valor que foi investido.

E, como já vimos, um negócio possui grau de risco maior que aplicações financeiras tradicionais, como Poupança, Tesouro Direto, entre outros, e, justamente por isso, é importante que o empreendedor tenha a meta de rentabilidade do seu negócio maior do que a rentabilidade destes outros investimentos.

Os dois Regimes Financeiros

Voltando a falar do lucro que “sobrou”, temos que tomar muito cuidado para não “torrá-lo” todo. O primeiro ponto que é importante destacar é o de não confundir Caixa (ou saldo) com Lucro. Não é porque você foi consultar o extrato no primeiro dia do mês seguinte e viu um saldo gigantesco lá que significa que o mês anterior foi lucrativo. É aí que entra o conceito de Regime de Caixa e Regime de Competência.

O que muda nos dois regimes é a data e as condições de pagamento. No Regime de Caixa, os gastos e as receitas são contabilizados apenas quando o dinheiro efetivamente entra ou sai de uma conta. Podemos dizer que são as datas e os valores que aparecem nos extratos. Já no Regime de Competência, os gastos e as receitas são registrados em relação ao período que a atividade foi feita.

Para exemplificar, vamos considerar a compra de um computador para a franquia. Vamos dizer que o empreendedor foi no dia 15 de janeiro numa loja comprar o produto. O preço do notebook é de R$ 2.000, e o empreendedor resolveu pagá-lo em 10 parcelas de R$ 200. Os valores devem ser lançados da seguinte forma:

  • Regime de Caixa: Parcelas de R$ 200 por mês, por 10 meses (R$ 200 – 15/01; R$ 200 – 15/02; R$ 200 – 15/03 …. R$ 200 – 15/10)
  • Regime de Competência: um único lançamento de R$ 2.000 no dia 15/01, que foi o dia em que a compra foi feita

Essa diferenciação é importante para ajudar o empreendedor a lidar bem com as finanças da franquia. Ou seja, mesmo que ele veja um saldo positivo no primeiro dia de março, ele deve se lembrar que terá que pagar parcelas de compras feitas nos meses anteriores.

Dessa forma, para apurar o real lucro ou prejuízo de um dado mês, ao invés de olhar o saldo das contas, deve-se apurar o resultado do regime de competência. Essa apuração acaba resultando no chamado Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE). Trata-se de um balanço que começa com o faturamento de um mês, e, linha a linha, vai descontado os gastos (custos diretos, despesas), até chegar no resultado do exercício.

Os “Potes do Lucro”

Chegando, então, na última linha do DRE, e se deparar com um valor positivo significa que o negócio deu lucro naquele mês. Agora sim, apurado o lucro, o empreendedor pode pegar tudo para ele?

De forma alguma! É importante haver uma gestão deste lucro. Para isso, o franqueado deve levantar os objetivos do negócio e, a partir disso, distribuir este lucro entre estes objetivos. De uma maneira geral, podemos pensar em três potinhos, que representam estes objetivos:

  • Pote 1: Reserva do negócio
  • Pote 2: Investimentos para o negócio
  • Pote 3: Retirada para o empreendedor

O Pote 1 terá o dinheiro guardado para casos em que as finanças não estiverem tão bem. É interessante guardar neste pote um valor que pague as contas básicas do negócio por um período de 3 a 12 meses.

Já o Pote 2 deve ser relacionado ao planejamento estratégico do negócio. As metas criadas neste muitas vezes exigem investimentos, e o valor para consolidá-los pode vir deste pote.

E por fim, o Pote 3 é o bônus que o empreendedor tem vendo o seu capital se multiplicar, participando nos resultados.

Para dividir o lucro nestes potes, cabe ao franqueado definir quanto vai para cada. Pode ser algo equilibrado (um terço do lucro para cada pote) ou pode ser uma divisão diferente, isso deve ser definido em função das prioridades.

Feita essa gestão do lucro, o caminho para a prosperidade estará cada vez mais presente!

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