Algumas marcas já têm o nome tão forte e possuem centenas de unidades espalhadas pelo Brasil, ou até mesmo pelo mundo, que acabam, naturalmente, nos fazendo pensar que são redes de franquias.

Isso geralmente acontece por conta do sistema de negócio que essas empresas adotam. “As pessoas confundem redes de outros formatos de negócio, principalmente licenciamento, com franquias. Isso é comum”, explica Luis Henrique Stockler, sócio-presidente da ba}STOCKLER.

Na franquia, você compra um sistema de gestão completo. Assim, o franqueador ensina como tocar o negócio e o franqueado é obrigado a seguir todos os padrões estabelecidos pela rede. Desta forma, o empreendedor investe em um negócio que já existe e que tem uma marca consolidada, com um know-how de gestão e fornecedores cadastrados.

Já no licenciamento, compra-se somente o direito de usar uma marca e vender serviços e produtos indicados pelo licenciador. Em geral, o licenciamento é um pouco mais barato, mas o risco é maior, já que o licenciador concede apenas o direito de comercialização de produto sob aquela marca, e não a gestão do negócio, que é independente.

Entendeu agora o porquê da confusão? Para descobrir se a marca que você tem interesse é de fato uma franquia, é preciso pesquisar bastante sobre a empresa. “E procure ver o contrato entre as partes”, aconselha Stockler.

Confira, abaixo, cinco grandes redes que muitos pensam que são franquias, mas não são.

1Ipanema

A empresa de calçados foi lançada em 2001 e faz parte do grupo Grendene. Talvez por isso as pessoas confundam o seu tipo de negócio com o de uma franquia, uma vez que a Melissa, carro-chefe da Grendene, possui o Clube Melissa, modelo de franquias da marca.

Com a marca Ipanema, no entanto, isso não acontece. Em 2014, aliás, a empresa fez um investimento de 5 milhões de reais para lançar a Casa Ipanema, que fica no bairro carioca que dá nome à marca.

Para vender produtos das Sandálias Ipanema existe apenas uma saída: ser um revendedor Grendene. E, para isso, você deve se inscrever no site da marca, na área de representantes.

2Le Postiche

Essa é uma das marcas mais famosas no modelo de licenciamento, visto que trabalha desta forma desde 1998. Com o nome Rede de Valor, a empresa prefere que o parceiro Le Postiche tenha liberdade de gestão para criar e agir, o que não acontece no franchising.

Apesar do modelo adotado, é importante salientar que a Le Postiche tem práticas recomendas, mas que mudam constantemente. Além disso, os licenciados podem compartilhar as experiências que deram certo através de um site, onde os empresários também se atualizam sobre outras informações da Le Postiche, como as campanhas, por exemplo.

3Ofner

Esta é outra empresa que gera dúvida quanto ao modelo de negócio. Isso porque a Ofner conta com uma rede de 23 lojas em São Paulo e um total de 600 colaboradores. No entanto, a marca de chocolates, lançada em 1952, é inteiramente própria, não contando com franqueados ou licenciados.

E o ano de 2017 começou a todo vapor na empresa, já que a rede anunciou a abertura de três novas unidades na cidade de São Paulo. A grande novidade é que as novas lojas terão novo modelo de negócios, denominado Ofner To Go, onde será possível degustar na loja ou levar para casa opções de sanduíches feitos com ingredientes selecionados, saladas e parfait.

4Outback

Criada na Flórida em 1988, a rede de restaurantes chegou ao Brasil em 1997 e, de lá para cá, tem crescido de forma exponencial. Isso por conta de sua popularidade e do valor do investimento: a partir de 60 mil reais.

A empresa não trabalha com franquias, sendo que os donos dos restaurantes são sócios do Outback e responsáveis pela operação. Cada sócio compra uma quantidade de cotas e recebe o restaurante pronto para operar.

As lojas, que em sua maioria ficam dentro de shoppings center, têm 600 metros quadrados, em média, e custam 4 milhões de reais para ficar dentro dos padrões da rede. E os sócios recebem um valor fixo todo mês mais um percentual sobre o resultado.

5Starbucks

A Starbucks chegou ao Brasil em dezembro de 2006 e, desde então, é confundida com uma rede de franquias. Mas, na verdade, todas as lojas são exclusivas da companhia, com investimento e operação 100% próprios, sem a possibilidade de ter lojistas Starbucks.

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