Você está pensando em abrir uma empresa e já pesquisou sobre todo o passo a passo pelo qual precisa passar, sabendo se vale mesmo a pena se enveredar pelo mundo do empreendedorismo. O único ponto que ainda falta esclarecer é quanto custa, na prática, a abertura do seu negócio. Essa é uma pergunta recorrente na cabeça daqueles que sonham em investir em um negócio.

Não são poucos os que pensam em se tornar donos da própria empresa. De acordo com pesquisa do Instituto Data Popular, mais de 38 milhões de brasileiros cogitam abrir seu próprio negócio. No entanto, as dúvidas surgem quando os números do IBGE mostram que pouco mais de 60% das pequenas empresas consegue sobreviver aos primeiros cinco anos de existência.

É por isso que você precisa ter tudo muito bem definido e desenhado para não fazer parte dessa estatística. Para se dar bem no empreendedorismo, é preciso estar armado de todas as informações importantes para fazer um bom negócio.

Pensando nisso, o Guia Franquias de Sucesso reuniu tudo que você precisa saber sobre quanto custa para abrir uma empresa com dicas e conselhos sobre o mercado.

Quando você é um Microempreendedor Individual (MEI)

Profissionais liberais que faturam até 60 mil reais por ano (ou 5 mil reais por mês) podem ser formalizados como MEI e ter acesso a diversos benefícios como aposentadoria por idade, por invalidez, auxílio-doença e salário-maternidade, por exemplo. Está nesta categoria quem trabalha por conta própria, não tem participação em outra empresa como titular, sócio ou administrador e pode ter até um empregado que receba um salário mínimo ou o piso da categoria.

Neste formato, o recolhimento mensal é baixo e as vantagens são altas. De acordo com o Sebrae, são 46,85 reais de INSS (para todas as atividades), mais 5 reais de ISS (prestação de serviços) ou um real de ICMS (comércio, indústria ou serviço de transporte intermunicipal ou interestadual), valores mensais.

Por exemplo, se você é um prestador de serviços, vai pagar 46,85 reais de INSS mais 5 reais de ISS, totalizando 51,85 reais por mês. Se você exerce alguma atividade ligada ao comércio ou à indústria vai pagar 46,85 reais de INSS, mais um real de ICMS, totalizando 47,85 reais por mês. Já se você exerce alguma atividade mista, que envolva prestação de
serviços e comércio, vai pagar 52,85 reais (INSS + ICMS + ISS).

O recolhimento desse valor é feito via Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), obtido no portal do empreendedor.

➥ Ainda não é um microempreendedor formalizado? Clique aqui para saber como abrir uma MEI.

Quando você é um Microempreendedor (ME)

Antes de tudo, no processo de formalização de ME, é recomendada a contratação de um contador desde o princípio do processo. Ele vai orientá-lo ao longo de todo os passos da abertura da empresa, e a inscrição estadual da empresa só pode ser feita por meio de um contador. Ou seja: é uma figura fundamental para o sucesso do processo de formalização do seu negócio.

Além do custo do contador, que varia de profissional para profissional, o custo médio para a abertura de uma empresa também varia de estado para estado. Assim, de acordo com o Sebrae, o gasto pode variar entre 30 reais a 200 reais.

Mas, não termina aí: após abrir uma empresa, os custos iniciais são aluguel, gastos com água e energia, telefone, honorários do contador, impostos e os custos com funcionários, se houver contratação de imediato.

Outro ponto que também varia de acordo com o estado é o tempo para a abertura da empresa. Naqueles que já disponibilizam uma entrada única de documentos para abertura de empresa, o processo dura em média de cinco a 15 dias consecutivos. Nos que ainda não têm essa entrada, o tempo para a abertura pode variar entre 15 a 30 dias.

A microempresa estará enquadrada no Simples Nacional, que é uma forma simplificada e englobada de recolhimento de tributos e contribuições, tendo como base sua receita bruta. A alíquota varia de 4% até 17,42%.

Aliás, assim como a MEI, uma ME de serviço, comércio e indústria pagam impostos diferentes. A de serviço paga o ISS; a de comércio, o ICMS; e a indústria o IPI.

Você também precisa escolher qual a modalidade da sua ME, que conta com as categorias a seguir:

Empresa de Responsabilidade Limitada (Eireli)
A pessoa física que exerce atividade econômica sem sócios pode abrir uma Eireli. A principal diferença é que, em caso de dívidas, o patrimônio pessoal do empresário não será usado para o cumprimento das obrigações. O capital social mínimo exigido para a abertura de uma empresa de responsabilidade limitada é de 100 salários mínimos.

Sociedade limitada
Aqui é necessário ter pelo menos um sócio. Em caso de dívidas, os sócios responderão também com seus bens pessoais, dentro da sua parcela na sociedade.

Empresário individual
Assim como na Eireli, a pessoa física não precisa de sócios para abrir a sua empresa. Porém, em caso de dívidas, seus bens privados serão usados para os devidos pagamentos aos credores. Isso também vale para dívidas pessoais, em que bens da empresa podem ser usados para quitá-las. Se o empresário for casado em comunhão de bens, os bens do seu cônjuge também podem servir como pagamento.

Como avaliar a reserva de capital necessária para abrir uma empresa

Como um dos maiores medos na hora de pensar em montar um negócio é perder dinheiro, é preciso também ter uma reserva mínima para dar início ao negócio. Esse capital é importante, pois dificilmente um negócio funciona como o planejado. A reserva financeira vai ajudar a resolver os imprevistos, que costumam acontecer nessa fase de criação do negócio.

Trabalhar com cautela para suprir cenários mais pessimistas faz com que o negócio esteja sempre preparado para enfrentar problemas. Mas saiba que, mesmo com o melhor cenário, de início a empresa nova vive alguns imprevistos, e existe pouco acesso ao crédito, que é caro.

Para evitar contratempos, comece pequeno. Se você quer montar um site de vendas de passagens aéreas, por exemplo, pode começar em um espaço pequeno, com uma modesta infra-estrutura, que não demande altos investimentos – ou, até mesmo, começar trabalhando em casa.

Lembre-se que quanto menor o investimento, menor o risco e também o medo de o negócio não dar certo.

Como funciona a parte burocrática

A maior parte das empresas não sofre com muita demora entre sua constituição e entrada em operação quando a documentação está correta e em ordem. Como já foi dito, isso vai variar de acordo com o estado em que a empresa se localiza e pactos que as Juntas tenham constituído com a Receita Federal, Secretaria da Fazenda e prefeituras.

“Por isso, é importante que o investidor se informe antes de iniciar o projeto, estimando de forma mais assertiva esse prazo e suas implicações, como, por exemplo, aluguéis e outras despesas”, explica Patricia Baubeta, advogada do Baubeta Abreu e Almeida Sociedade de Advogados.

Importante salientar também que, dependendo das atividades do empreendimento, pode haver regras a cumprir como obtenção de licenças de órgãos. “Recomenda-se que os investidores pesquisem previamente as exigências a cumprir para não serem surpreendidos pela demora para iniciar suas atividades com a consequente demanda de recursos adicionais”, ressalta ainda a advogada.

E quando é uma franquia?

No caso de a empresa ser uma franqueada, a Circular de Oferta de Franquia já traz dados como custos e tempo para se abrir a empresa.

“Muitas franqueadoras exigem que cláusulas específicas constem no ato constitutivo, contrato social ou estatuto social dos franqueados, o que deve ser observado para não ter que alterar o contrato social antes mesmo de iniciar a operação do negócio”, alerta Patricia.

Lembrando que aqueles que optam por uma franquia, pagam taxas à rede franqueadora, incluindo valores referentes ao know how do negócio, que já foi testado e aprovado.

“Esta é a maior vantagem, já que as franquias proporcionam uma enorme economia quando se compara ao custo de aprendizagem que existe quando se empreende sozinho”, finaliza Vinicius Almeida, sócio-fundador da Evolute Profissionalizantes e Idiomas.

Mensalmente, é comum que franqueados paguem às redes franqueadoras a taxa de royalties e a taxa de propaganda, que podem ser fixas ou proporcionais ao faturamento, vendas ou compras da franquia. Além disso, o franqueado deve arcar com os custos operacionais e administrativos comuns de uma empresa.

O investimento para abrir uma franquia varia muito conforme o formato da unidade, tipo de negócio, segmento de atuação e marca escolhida. É possível encontrar no mercado desde franquias que custam menos de 10 mil reais até redes que pedem investimento superior a 1 milhão de reais.

➥ Quer saber como abrir uma franquia? Clique aqui e saiba tudo o que você precisa para se tornar um franqueado.

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Graduada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduanda em Gestão de Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, sua paixão é escrever e tem curiosidade sobre os mais diversos temas. Já trabalhou em editorias de entretenimento, esportes, saúde, bem-estar, PME e gestão de carreiras.

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