A pandemia de Covid-19 fez com que as empresas precisassem buscar alternativas para se adaptar rapidamente à nova realidade. Com o desenvolvimento de medidas para possibilitar o trabalho remoto e redução de contato físico, a transformação digital está em pauta.
Mesmo com todas as mudanças provocadas pela crise, o caminho para a digitalização em pequenas e médias empresas ainda tem muito chão pela frente. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Capterra, a mudança para o digital ainda não é uma prioridade para as PMEs.
A pesquisa apura respostas profissionais que ocupam posições de gerência ou sociedade em empresas do Brasil, Alemanha, Austrália, Espanha, França, Holanda, Itália e do Reino Unido.
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Para os entrevistados do Brasil, Austrália, Espanha e França, a mudança para operar digitalmente é classificada como a última prioridade das empresas.
No momento, a maioria dos países está preocupada principalmente em manter a produtividade dos funcionários e reter clientes, segundo o estudo. A implementação de políticas de trabalho remoto são o foco para 58% dos entrevistados.
No Brasil e no Reino Unido, a prioridade é aderir ao distanciamento social e às orientações locais relacionadas à quarentena. Além disso, 64% dos entrevistados afirmaram que ações de saúde e segurança têm sido o foco principal das empresas na pandemia.
Ainda que a digitalização não esteja no topo das prioridades das empresas nesse momento, quase metade delas investiram em software no período de pandemia. De acordo com a pesquisa do Capterra, 48% das PMEs investiram em novos softwares, sendo que Brasil, Espanha e Itália foram os três países que mais buscaram essa solução.
Os tipos de software mais buscados nesse período foram programas de assistência remota, softwares de videoconferência e de atendimento via chat.
Visão pós-pandemia
O estudo do Capterra também apurou como as PMEs enxergam o futuro dos negócios no longo prazo.
53% dos entrevistados disseram que as empresas não possuíam um plano de continuidade em vigor antes da crise. Ou seja, não tinham uma abordagem estabelecida para recuperação de todo o processo de negócios — incluindo aí desde ambientes de trabalho até servidores e softwares.
Além disso, 61% das empresas acreditam que não durarão mais de seis meses com as medidas atuais.
O estudo do Capterra coletou dados por meio de uma pesquisa online entre 15 e 25 de maio de 2020, entrevistando 2.904 funcionários e gerentes de pequenas e médias empresas de oito países.
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