Quando alguém compra uma franquia, o maior desejo é que o investimento inicial dê certo, e, depois de certo tempo, o retorno sobre o capital investido seja elevado. A primeira coisa que o franqueado pensa é que precisa sempre aumentar suas vendas, porém, esta é apenas uma das pontas do negócio.

Claro que ter um grande número de vendas é muito interessante, porém, se não houver uma precificação correta, maior volume de vendas não necessariamente significa maior lucro. Portanto, para caminhar em direção ao caminho desejado, a outra ponta do negócio também deve ser planejada e controlada, que é justamente a ponta dos gastos.

A primeira coisa a se fazer em relação aos gastos é ter noção de quais são. Ter um levantamento de quais são os gastos que aparecem desde o momento da abertura do negócio até o momento atual são fundamentais para que estes possam ser analisados.

Gastos fixos x variáveis

A partir deste levantamento, o próximo passo é classifica-los de acordo com o seu comportamento.

Os gastos que aparecem todos os meses, independente de haver ou não vendas, e que costumam estar numa mesma faixa de valor, acabam sendo categorizados como gastos fixos. Já os gastos que variam de acordo com o volume de vendas, e, num mês que não houver vendas, eles não aparecerão, são classificados como gastos variáveis.

Portanto, o franqueado precisa se planejar para que sempre tenha dinheiro em caixa para pagar os gastos fixos, pois independente de vender ou não, eles estarão lá para serem pagos.

De maneira geral podemos dizer que são gastos fixos das franquias: aluguel, funcionários, água, sistemas, internet pro labore. Já os gastos variáveis acabam sendo comissões, taxas de máquina de cartão, impostos, estoque.

Gastos Estratégicos x Não Estratégicos

Uma outra classificação muito importante a ser feita a partir dos gastos levantados é separá-los em gastos estratégicos e gastos não estratégicos.

Os Estratégicos são aqueles que tem fundamental importância para o negócio, acabam agregando valor ao produto ou serviço. Já os gastos não estratégicos são obrigações que acabam sendo pagas e que, no final das contas, não são percebidas pelo cliente. O ideal é que o franqueado busque ao máximo reduzir os gastos não estratégicos e, em contrapartida, busque investir mais em gastos estratégicos do que os seus concorrentes. Esse conceito é muito bem explorado no livro “Dobre os Seus Lucros”, do Bob Fifer.

Abaixo, confira algumas dicas para ter uma boa gestão dos gastos na sua franquia:

1) Anote tudo!

Anote todos os seus gastos em um caderno, uma planilha ou um aplicativo, construindo o seu Fluxo de Caixa. A partir do momento que você tem esses gastos levantados, você consegue analisa-los e tomar as medidas necessárias.

2) Pesquise e compare!

Antes de fazer uma compra ou contratação de um serviço, sempre compare mais de uma loja ou opção, para ter a certeza que está fazendo a compra com o melhor custo/benefício. Aproveite que existem buscadores online de produtos, serviços financeiros, serviços de telefonia e internet, o que acaba facilitando na hora de levantar os orçamentos.

3) Faça um orçamento

O orçamento é o direcionamento que é dado ao dinheiro. Quando este não é feito, o dinheiro entende que pode ser gasto como bem entender, o que acaba gerando gastos desnecessários e endividamentos. Um orçamento, que deve ser feito pelo menos uma vez por ano, acaba dando os limites e o direcionamento para os gastos que agregarão mais com a estratégia e o crescimento da empresa.

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