A palavra “empreendedor” é derivada do termo francês “entrepreneur”, que significa “aquele que incentiva brigas”. Basicamente, o empreendedor é aquele que está abrindo mão de condições mais estáveis de um emprego fixo, nos quais há um salário fixo, que sempre cai no mesmo dia do mês, possui benefícios de alimentação, transporte e saúde, além de ter décimo terceiro, férias e seguros. O empreendedor, inicialmente se depara com uma vida sem renda, que além disso, ainda precisa colocar dinheiro no seu negócio, além de dedicar seu tempo e seu capital intelectual nisso, correndo o risco de não dar certo.

Basicamente, montar o próprio negócio é uma forma de investimento, assim como temos investimentos como a poupança, tesouro direto, títulos de bancos e ações. Em todos os casos, separa-se um valor desejando resgatá-lo com um acréscimo numa data futura.

Quando falamos de Caderneta de Poupança, Tesouro Direto e Títulos Bancários, estamos falando de investimentos de renda fixa, que possuem garantias e que são conservadores. Quando falamos de câmbio, criptomoedas e ações, já estamos falando de algo mais variável, que possui maior risco, com até possibilidades de não conseguir resgatar o valor inicial investido.

Isso mostra a relação Risco x Retorno: quanto menor o risco que estamos correndo em um dado investimento, menor o retorno, e, conforme vamos aumentando esse risco, a possibilidade de retorno também aumenta.

O negócio próprio segue esse raciocínio. Basicamente o empreendedor está investindo seu dinheiro, seu tempo e seu conhecimento em algo que não sabe se será aceito pelo público. Portanto, na escala de risco, é o maior de todos, e, consequentemente, apresenta o maior potencial de retorno. Porém, é apenas algo esperado, e não garantido.

Quando falamos de franquias, é uma modalidade de negócio próprio em que já há um modelo pré-estabelecido. O franqueador já vivenciou essa etapa de aceitação e adaptação ao mercado, e, com essa experiência, transmite esse conhecimento aos seus franqueados. Nesse modelo, tenta-se repassar o máximo do que foi aprendido, como precificação, gestão, comunicação e por aí vai. Porém, pessoas são diferentes, e, consequentemente, regiões também acabam sendo diferentes umas das outras, logo, o que um público aceitou, talvez outro público não aceite.

Isso mostra que o modelo de franquia minimiza um pouco o risco em relação a um empreendimento único, porém, ainda é um negócio, e como já vimos, negócios são investimentos de alto risco, não havendo garantia sobre os retornos.

O que o franqueado tem que buscar é absorver o máximo dos conhecimentos e experiências do franqueador, e, planejar e gerenciar bem o seu negócio para entender e amenizar ao máximo os seus riscos. Entendida e feita essa lição, o retorno no final das contas acaba sendo muito superior ao de investimentos mais conservadores, mas mesmo assim, lembrando que há variações, ou seja, determinados períodos haverá grandes lucros mas também em outros períodos existirão prejuízos.

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