O futuro do franchising está nas mãos das mulheres

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Joyce Caseiro Fundadora do Terca da Serra
Joyce Caseiro Fundadora do Terca da Serra

O mundo mudou. Atualmente muito se questiona sobre a falta de mulheres ocupando cargos de liderança em grandes empresas, uma situação já comum na história mundial, que aos poucos vem se desfazendo. Um setor que tem auxiliado esse posicionamento feminino no mercado de trabalho é o Franchising.

Popularmente conhecido como franquias, o setor que tem grande presença no Brasil cresceu cerca de 18,7% no 3º trimestre do ano passado. De acordo com o estudo, feito pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) em parceria com a BR Insights, o faturamento do setor saltou de R$ 47,385 bilhões para R$ 56,256 bilhões no período. Isso mostra que, diariamente, mais investidores têm procurado franqueadoras com boa adesão do público para trilhar o caminho no empreendedorismo.

Com isso, cada vez mais mulheres estão investindo em seus sonhos e as franquias têm se encaixado perfeitamente nisso. As novas franqueadas estão escolhendo os mais diversos mercados para começar o seu negócio, deixando de lado o preconceito sofrido por tantos anos de que algumas funções só poderiam ser exercidas pelos homens.

A presença feminina não segue uma categoria exata no Franchising, vão de produtos para a beleza até cuidados humanizados, de construção civil a escolas técnicas. Tem também aqueles negócios que necessitam de mais investimento inicial e aqueles em que é possível começar com pouco, mas o que todo crescimento destes ramos têm em comum é o jeito faminino de liderar.

Segundo o último levantamento feito pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), cerca de 48% das franquias no Brasil são comandadas por mulheres, sejam como empreendedoras ou em cargos de liderança dentro das franqueadoras. Na rede de franquias que construí, que se tornou a maior rede de residências sênior do país, temos 100% da gerência composta por mulheres e 33 unidades do residencial são franqueadas por elas.

Esse mesmo movimento já acontece, também, em outras marcas conhecidas e bem estruturadas, o que nos mostra que, aos poucos, o mercado vem entendendo melhor a colocação das mulheres à frente de franquias e está se preparando cada vez mais para conseguir ampliar essa participação.

A partir dessas novas colocações, conseguimos observar a relevância que as franquias estão tendo para o posicionamento da mulher como líder e principalmente para mostrar que tirar a ideia de negócio do papel, pode mudar não só o seu futuro como empreendedora , mas o de muitas outras pessoas.

Compreendo que, para começar em um segmento do zero, é preciso ter muita coragem e o caminho trilhado até o momento de franquear é longo e desafiador. Passei por isso e, ao percorrer esse trajeto, por muitas vezes, fui desacreditada simplesmente pelo fato de ser mulher. São nesses momentos que não devemos abaixar a cabeça e nos tornar ainda mais fortes, para alcançar o nosso maior objetivo, que é o sucesso do nosso negócio.

Esse lugar só pode ser alcançado com muita força e determinação. Então não se dê por vencida na primeira adversidade que aparecer em seu caminho. Lembre-se que em outros lugares do nosso país e do mundo, vão existir pessoas com ideias inovadoras que podem contribuir muito para o futuro dos negócios e para a vida das pessoas, mas ainda não tiveram a coragem de dar o primeiro passo, que é enfrentar o mercado.

Para um novo negócio, sempre irá existir um investidor, um sócio ou uma franqueadora esperando por uma nova maneira de pensar e, principalmente, por uma liderança que vai fazer toda a diferença no futuro daquele segmento.

Este artigo foi enviado por Joyce Caseiro, médica e fundadora da Terça da Serra.

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