Hoje, inovar é praticamente uma obrigação para as empresas que desejam alcançar o sucesso. Com consumidores cada vez mais exigentes, um mercado extremamente competitivo e profissionais que sabem muito bem o que querem das empresas, apresentar inovações para o público interno e externo é fundamental.

Mas é possível inovar em um formato tão tradicional e estático quanto o franchising? Os membros do movimento Open Franchise dizem que não só é possível, como é essencial para alcançar o verdadeiro poder da colaboração e melhorar os resultados das redes.

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O que é Open Franchise

O Open Franchise é uma tendência mundial que tem como objetivo atualizar e revolucionar o franchising.

O modelo de franquias utilizado no mercado ainda é, em muitos aspectos, o mesmo criado na década de 50. O Open Frachise entende que muitos pontos desse formato já não atendem as novas necessidades do público, do mercado e dos profissionais, e busca propor novas formas de atuar através de reuniões, palestras e outros encontros.

O princípio básico do Open Franchise é o MTP (Massive Transformative Purpose; do inglês, Propósito Massivo Transformador) “Liberte o poder do trabalho coletivo”. Por meio dessa premissa, os profissionais ligados ao Open Franchise procuram transformações coletivas que melhorem o engajamento e a capacidade de solucionar problemas nas franquias. O resultado, além de crescimento das redes, é a realização e satisfação das pessoas envolvidas no franchising.

Aliado a esse MTP, o Open Franchise também se baseia em dois conceitos: a liberdade e a oportunidade. De acordo com os membros do movimento, é através dessas bases que os profissionais do franchising serão capazes de superar desafios e inovar se trabalharem juntos em prol de um mesmo objetivo.

Os pilares do Open Franchise

O dia a dia das empresas que adotam o Open Franchise é baseado em cinco pilares. São eles:

Transparência: promove a disseminação de informações verdadeiras, comunicação e gestão abertas e acessíveis para a rede

Colaboração: abertura para participação ativa na organização. Estratégias como criação de conselhos participativos e grupos temáticos ligados às atividades da franquia são bem populares nesse sentido.

Geração de valor: foco nas atividades que trazem maior valor para a rede.

Autonomia: o incentivo a descentralização e a inovação fazem parte deste pilar.

Equilíbrio: resultado de uma gestão que preza pelo bem estar coletivo e da meritocracia.

Como adotar o Open Franchise

Quem decide adotar o Open Franchise deve compartilhar alguns valores e comportamentos sugeridos pelo movimento. Os principais são a transparência, a sinceridade, a democracia e a colaboração. Esses princípios devem criar uma cultura que promove inovações na forma de gerenciar pessoas e fazer negócios.

Também é esperado que os membros do Open Franchise passem a praticar a meritocracia dentro de suas companhias, acreditem no poder coletivo, não sejam centralizadores, saibam escutar e se importar com o outro e estejam abertos às inovações.

A transição do modelo tradicional para o Open Franchise deve acontecer em seis etapas: a mudança de mindset da liderança; a sensibilização da equipe para a necessidade de mudança; o diagnóstico do modelo dentro dos pilares do Open Franchise; pesquisa sobre como gerar valor para os franqueados; definição de atividades chave e portfólio de geração de valor e avaliação dos recursos humanos disponíveis para implementação das mudanças.

Através dessa sequência de ações, a ideia é remodelar a cultura organizacional e criar um ambiente de maior transparência, valorização das pessoas e onde haja espaço para a colaboração.

Também existem algumas metodologias que são sugeridas pelo Open Franchise como formas de facilitar a transição e guiar o dia a dia de uma rede de franquias. Algumas das principais são criar comitês regionais, montar um fundo de propaganda regional e implementar encontros de coaching em liderança para para fortalecer a comunicação e trabalhar as melhores práticas e experiências de sucesso.

Também é indicado produzir estratégias e conceitos, como os planos de ação e definição da persona de cliente, de forma coletiva para incentivar a participação dos profissionais e franqueados.

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