Seja na nossa vida financeira pessoal ou na vida financeira de um negócio, sabemos muito bem que controlar as finanças não é uma tarefa fácil. Quem tem franquia já deve ter passado, muitas vezes, pela situação de que vende bastante mas não vê o dinheiro no final do mês. É boleto pra cá, conta pra lá, e, no final das contas, pode-se ter a sensação que a franquia é um balde, que está furado!

Como estamos no final do ano, fazer um planejamento para o próximo ano é fundamental, conforme trouxe para vocês no artigo do mês passado. Hoje, trago para vocês um tópico que deve estar dentro deste planejamento, que ajudará a nortear os gastos. Estou falando do planejamento orçamentário.

Antes de mais nada, é importante fazer um levantamento dos números deste ano que está terminando, e também números dos anos anteriores, se possível. Eles poderão ser utilizados como base para o orçamento de 2019.

Feito isso, é possível iniciarmos a construção do planejamento. A primeira etapa a ser elaborada é a de projeção de vendas para o próximo ano. Os números dos anos anteriores ajudarão a encontrar uma boa projeção mensal, com a análise dos meses de maiores vendas e também dos meses de menores vendas, e o crescimento ou redução que vem ocorrendo de ano a ano.

Como estamos fazendo uma projeção, para aumentar a eficácia dos números, é interessante trabalhar com três cenários: pessimista, realista, otimista. No cenário pessimista, replique anos de piores faturamentos/resultados ou épocas de crise. Para o cenário realista, faça uma estimativa parecida com o cenário atual. E por fim, no cenário otimista, considere uma melhora na economia que proporcionará, consequentemente, melhora nas suas vendas.

O que pode te ajudar ainda mais nas projeções é de analisar relatórios e expectativas para o segmento da sua franquia e conversar com o franqueador e outros franqueados.

Em seguida, com os números das vendas, será possível estimar os custos relacionados aos produtos e serviços, que variam conforme a quantidade que será produzida/vendida. Nessa etapa, lembre-se de considerar embalagens, impostos, taxas de máquina de cartão, matéria-prima, mão de obra direta, compra de estoque, e por aí vai.

Na sequência, levante os seus gastos fixos mensais, que, independente da quantidade de vendas/produção, estarão lá para você pagar todo mês. Podemos considerar, de maneira geral, aluguel, funcionários do administrativo, vendas, internet, água, contador, entre outros tantos.

E por fim, não se esqueça de levantar os investimentos que serão feitos. O valor destes deve ser definido de acordo com o cenário. Num cenário mais pessimista, não deve-se gastar muito, pois é considerado que haverá um faturamento mais baixo. No realista e no otimista esta projeção vai aumentando, lembrando que os investimentos são feitos focando em ações que causarão um aumento da projeção de vendas.

Caso seja o seu primeiro ano com o negócio, adote o chamado “Orçamento Base Zero”. Nesse caso, você não levará em conta receitas, custos, despesas e investimentos de exercícios anteriores, mas apenas os gastos que virão daqui para frente.

Terminado o planejamento orçamentário, não salve-o apenas para ser mais um documento no meio de tantos outros documentos que não são mais abertos. Desenvolva um hábito de, pelo menos uma vez por mês, acompanhar e comparar o que foi planejado com o que realmente foi consolidado.

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