Como será o marketing do pós-pandemia

0
1255
marketing pos pandemia
marketing pos pandemia

A pandemia de coronavírus obrigou as franquias brasileiras a ajustar vários aspectos operacionais e estratégicos, e o marketing também precisou se adaptar para essa nova realidade.

No entanto, como está acontecendo com várias ações implementadas para driblar os efeitos da crise, a tendência é que as mudanças sofridas pelo marketing permaneçam mesmo depois que a Covid-19 não for mais uma ameaça tão grande no país.

Neste artigo, exploramos alguns aspectos do marketing que foram transformados pela pandemia e que devem permanecer mesmo no pós-coronavírus.

Times e orçamentos reduzidos

De acordo com a pesquisa Tendências e Comportamento de Marketing no Brasil 2020, realizada pelo LinkedIn com profissionais do setor, a redução drástica de orçamento foi um dos impactos imediatos da crise.

Apontado como maior desafio do momento, o corte de investimentos em marketing foi apontado por 73% dos entrevistados. A redução de equipes aparece em segundo lugar na pesquisa e foi lembrada por 58% dos profissionais.

Embora a recuperação econômica possa fazer com que as redes de franquias voltem a ter mais recursos para novas contratações, a tendência é que os times permaneçam pequenos.

Depois de qualquer crise, as empresas passam a se preocupar mais com a redução de custos e, por isso, elas devem manter os orçamentos menores e as equipes mais compactas.

Porém, para que esse esquema funcione bem a longo prazo, é essencial que as companhias se preocupem em ter ferramentas que reduzam a incidência de erros – e, consequentemente, minimizem investimentos errados e desperdícios de verba – e também tenham uma gestão humanizada, que priorize a satisfação e retenção de seus profissionais.

Destaque para os conteúdos virtuais

Não há dúvidas de que o marketing será mais digital do que nunca no pós-crise, mas tudo indica que alguns formatos de conteúdo vão ganhar ainda mais notoriedade.

A pesquisa realizada pelo LinkedIn aponta que o foco dos profissionais de marketing para os próximos meses são os investimentos em: podcasts (90%), webinars (83%), parcerias com influenciadores (80%), exibições online (74%), redes sociais pagas (67%) e vídeos online (64%).

Os tipos de conteúdo offline, como mídia externa e eventos presenciais, tiveram quedas drásticas de 67% e 78%, respectivamente.

A preferência pelos conteúdos virtuais faz bastante sentido, uma vez que a internet se tornou o principal canal de informação e relacionamento em um momento de distanciamento social.

Como as mídias digitais costumam ser mais econômicas do que as tradicionais e permitem um acompanhamento de resultados muito mais assertivo, escolhê-las também é bastante coerente com o novo cenário de orçamento limitado e times enxutos.

Aceleração da transformação digital

Os desafios provocados pela pandemia também forçaram muitas redes de franquias a acelerar o processo de transformação digital.

Rapidamente, foi preciso ajustar a cultura, ferramentas e mentalidade dos profissionais para uma realidade em que a tecnologia faz parte do trabalho, e isso também atinge o setor de marketing.

A transformação digital deve permitir que as companhias enfrentem menos problemas com adoção de modelos como o home office e também favorecer a inclusão de novas ferramentas que podem ser bastante úteis para o time de marketing.

Soluções baseadas em inteligência artificial, análise de dados e realidade virtual, por exemplo, podem ser incorporadas nas estratégias com mais facilidade se a companhia já tiver passado pela transformação digital.

Abordagens objetivas e empáticas

Não há dúvidas de que o comportamento do consumidor também mudou muito por causa da pandemia.

Entre essas mudanças estão a preferência por compras e consumo de informações pela internet, a maior preocupação com o bem-estar e a saúde e o desejo de conseguir soluções rápidas e pontuais para os problemas.

E como o marketing é feito para o cliente, é obvio que precisa se reinventar para continuar se comunicando e atendendo os novos desejos e necessidades do público.

De acordo com o relatório, 51% dos profissionais de marketing adaptaram o conteúdo para uma abordagem mais racional e objetiva e 33% precisou recorrer a um viés mais empático e emocional.

Com os ajustes de tom de voz e posicionamento, o marketing está buscando formas de se aproximar ainda mais do consumidor, entender suas novas dores e atender os novos desejos que surgiram por conta do coronavírus, mas que devem permanecer por um bom tempo em seu comportamento.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui