Store in Store literalmente consiste um “uma loja dentro de outra loja”, sendo uma maneira que muitos empreendedores encontraram para manter o seu estabelecimento nesse momento de crise vivido pelo Brasil, sendo atrativo ao público consumidor, que tem mais opções no momento da contratação, auxiliando na alavancada do faturamento da operação, com diminuição de custos.

Existem algumas formas de expansão através do Store in Store. Uma delas é a franquia store in store que é instalada dentro de outro estabelecimento que o empresário já possuiu, possibilitando uma elevação do faturamento com um investimento menor, tendo em vista que a estrutura do estabelecimento comercial já está montada.

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Existe ainda o formato no qual os negócios possuem fachadas distintas, contudo, a infraestrutura é compartilhada, tendo uma diminuição dos custos, e a possibilidade de se alavancar o faturamento com as duas operações distintas e que acabam se completando.

A ideia é simples e os resultados têm sido interessantes, afinal, existe uma divisão dos custos fixos entre as marcas, criando uma conveniência aos consumidores que passam ter mais opções.

De toda forma, é importante uma avaliação especial do interessado, pois quando as operações não foram do mesmo grupo, o franqueado precisa avaliar se o seu contrato de franquia permite a operação casada. Caso haja uma cláusula de não concorrência que vede a atividade que se pretendia implantar, por exemplo, deve ser travada uma negociação com a franqueadora, para verificar a possibilidade da implantação da franquia store in store.

Deve haver um cuidado com o tipo de negócio que será colocado como store in store, para que não haja apenas a divisão do faturamento, mas sim a sua elevação. Uma concorrência pode haver, sendo até normal que haja. As lojas store in store do segmento de alimentação, por exemplo, que dividem a estrutura interna, com fachadas distintas, são concorrentes já que comercializam produtos alimentícios, contudo, não se trata de uma concorrência direta (exemplo: duas pizzarias dividindo o estabelecimento).

De toda forma, o ideal é que se trabalhe com produtos complementares e que agreguem interesse ao consumidor, e com isso, consigam elevar o faturamento.

Outro cuidado e atenção devem ocorrer quando há franqueados distintos, ou seja, um franqueado opera uma livraria, por exemplo, e outro, opera a cafeteria que tem dentro da livraria. Isso porque os empresários terão uma ligação que não pode ser desgastada para não prejudicar os negócios.

Principalmente nesses tempos difíceis, as franquias store in store passam a ser uma boa opção aos empreendedores, sendo necessário um cuidado especial, para evitar desgastes ou até mesmo canibalismo dentro de nenhuma das operações.

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Marina Nascimbem Bechtejew Richter
Sócia do escritório NB Advogados. Autora do livro “A Relação de Franquia no Mundo Empresarial e as Tendências da Jurisprudência Brasileira”, é bacharela em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, sendo especialista em Direito Societário, Contratos e Contencioso Cível. Tem especialização em Direito Societário, junto à Fundação Getúlio Vargas (FGV) e também em Direito dos Contratos pelo LL. M IBMEC/INSPER-SP. É membro da Ordem dos Advogados do Brasil, de São Paulo; Associação dos Advogados de São Paulo (AASP); e Associação Brasileira de Franchising (ABF).

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