Se você pensa em abrir uma loja de roupas e está presquisando mais sobre esse mercado deve ter percebido que não faltam opções para iniciar um negócio na área. Entre loja própria ou franquia, loja física ou virtual, além de diversas opções de nichos e marcas, quem vai empreender no setor de moda deve estar pronto para fazer uma série de escolhas.

O mercado da moda é, com certeza, um dos que mais crescem em todo o mundo. Segundo a Adial, Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás, é estimado que o crescimento do setor no Brasil chegue a 7,9% neste ano, alcançando um faturamento de 190,6 bilhões de reais, recuperando-se da queda sofrida em 2016.

No caso das franquias, comparando ao terceiro trimestre de 2016, o crescimento foi de 7,8%, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Além disso, diversos subsetores do mercado da moda estão em crescimento, como por exemplo a moda plus size e a moda infantil.

Com um mercado aquecido e com boas projeções para o futuro, diversos aspirantes a empreendedores estão se interessando em investir no mercado de moda e abrir sua loja de roupas.

Para Mércia Vergili, consultora da GSPP (Grupo Soares Pereira & Papera), quem pretende possuir uma loja de roupas deve ter um conhecimento grande de varejo, saber realizar compras inteligentes, estocar e liquidar na hora certa, tarefas que não são fáceis.

“O empreendedor deve saber como encantar o cliente, para que ele fidelize com sua marca. Saber comprar, o que, quando e onde, é fundamental para o bom desempenho do negócio. Formar e manter equipe de vendas é conhecimento fundamental para o bom faturamento”, afirma Mércia.

Porém, a consultora alerta: o lucro em lojas de roupa não é rápido. “Quem entra neste mercado tem que saber esperar o amadurecimento da loja, as vendas se consolidarem e ter capital para refazer o estoque algumas vezes”, destaca a especialista.

Modelos de lojas de roupas

Quando se fala de lojas de roupas, existem os mais diversos modelos disponíveis para se investir. Não existe um modelo pior ou melhor – existem modelos adequados para cada situação; então, o que definirá a forma mais adequada do seu negócio será a demanda e o objetivo do local.

Podemos dividir, a grosso modo, os modelos em três grandes grupos: lojas físicas em shopping, lojas físicas de rua e e-commerce.

As lojas físicas, segundo Mércia, têm muito a ver com a experiência do cliente e a comodidade oferecida para ele. “Hoje a loja física pode funcionar muito bem quando promove uma experiência para os clientes, não é só o preço que interessa, o produto e a fidelidade a marca também contam”, afirma a consultora.

As lojas de roupas em shoppings aparecem em diversos modelos, como lojas multimarcas, franquias, monomarcas fortes, quiosques e muito mais. Segundo a ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers), os shoppings do Brasil receberam 439 milhões de visitas por mês em 2016, faturando cerca de 158 bilhões de reais no ano.

A experiência do cliente em shoppings costuma ser mais cômoda, com uma opção maior de lojas para visitar e avaliar, por isso é importante chamar a atenção do cliente em potencial e convencê-lo que seu negócio é a melhor opção para ele. Isso pode ser alcançado não apenas com a qualidade dos produtos, mas bons estudos sobre o perfil do frequentador do local e um treinamento de qualidade para a equipe. Por oferecer uma clientela vasta e comodidade, abrir uma loja em shopping centers costuma custar mais caro.

As lojas físicas de rua podem, também, ser um ótimo investimento. Mércia explica que principalmente em cidades de interior, mesmo com a chegada dos shoppings nesses locais, as lojas de rua continuam fortes. Os custos de tal modalidade costumam ser menores em comparação com as lojas de shopping; porém, é necessário um esforço maior para levar o cliente até o local, além de fortalecer a experiência de compra oferecida.

Tanto no shopping quanto na rua, você encontrará as mais diversas possibilidades de lojas de roupas. Desde as multimarcas, que oferecem uma grande opção de diferentes marcas e estilos de roupas, até as monomarcas, com a presença de uma única marca.

O e-commerce é, com certeza, um dos modelos que mais crescem, graças à facilidade concedida aos clientes, com a possibilidade de comprar diretamente de casa em qualquer horário, atraindo quem não pode visitar lojas físicas durante o seu horário de funcionamento.

“O e-commerce veio para ficar. O Brasil ainda vende muito menos por e-commerce do que outros países, assim o investimento nesta área deve crescer nos próximos anos”, Mércia explica.

Para abrir uma loja virtual de moda, é necessário que o empreendedor desenvolva uma logística de alta qualidade, desde a qualidade da navegação no site até o pós-venda. Além disso, um bom sistema de trocas deve ser implantado, para que o cliente se sinta seguro na hora da compra.

Segundo um estudo produzido pela Bain & Company, é previsto que o comércio eletrônico brasileiro, como um todo, cresça 11% ao ano até 2019. Essa pesquisa prova que o e-commerce é, com certeza, um modelo que vale a pena ao menos considerar na hora de abrir seu negócio. Mas, é importante lembrar que o sucesso de uma loja virtual pode demorar a acontecer e os investimentos precisam ser grandes – especialmente em logística para a entrega dos pedidos.

Mércia afirma, também, que não há necessidade de se prender em apenas um modelo. Muitas marcas procuram estar presentes nas lojas de rua e nos shoppings, aumentando a força da marca. Lojas tradicionalmente físicas também investem cada vez mais em e-commerces, e o contrário também acontece.

A consultora explica que um modelo novo, que está em alta e deve crescer ainda mais, é o de guide shop. O guide shop consiste em uma loja física onde o cliente tem a opção de experimentar, tocar e conhecer melhor as peças, porém esse modelo não conta com estoque em loja. A compra é feita por e-commerce e a entrega é feita na casa do cliente, em um sistema híbrido de loja física e online que garante mais confiança para quem está comprando.

Vale a pena apostar em uma franquia de roupas?

Uma das partes mais desafiadoras para o empreendedor no setor de moda é a escolha de fornecedores, calcular a necessidade de estoque e escolha de modelos a serem comprados. Principalmente para quem é novo nesse setor, esses passos podem ser muito complicados e podem gerar problemas grandes para o negócio.

Para esse público, principalmente, é recomendada a busca por franquias de roupas. “O franqueado não terá que desenvolver fornecedor, nem escolher os modelos. Isto facilita muito a administração da loja. Toda estratégia de compra da loja será definida pelo franqueador”, aponta Mércia.

Segundo a ABF, sete das 50 maiores franquias presentes no Brasil são do setor da moda, contando com milhares de unidades por todo o país.

O suporte da franqueadora também faz toda a diferença. Desde a escolha do ponto comercial até a disposição de peças na loja e da vitrine será orientada pela rede, o que facilita na hora de conquistar clientes.

Muitas das franquias de moda também já são conhecidas pelo público, e essa força pode fazer toda a diferença na hora de compras: se o cliente já conhece a marca e confia nela, possivelmente dará preferência àquela loja.

Como exemplo, Mércia cita a marca Camelo. “Esta marca trabalha com vendas para multimarcas e agora está fortalecendo as lojas próprias monomarca, como pretende que sejam suas franquias. Percebemos que há muitos detalhes que o franqueado receberá pronto, o que facilita muito a administração da loja”, conta a consultora.

As franquias de lojas de roupas são muitas, nos modelos mais variados, que já foram apresentados acima. Com um forte movimento de interiorização do setor de franchising, diversas redes procuram por novos franqueados em cidades menores, e graças a isso sua loja pode se tornar um atrativo para pessoas de cidades pequenas da região.

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Subsetores do mercado de moda

O setor de roupas é um dos mais vastos, com diversas opções e subsetores para serem explorados. A abertura de uma loja, seja física ou virtual, com foco em um nicho possui um número menor de consumidores em potencial, porém representa uma maior chance de fidelização de seus clientes.

Segundo o Sebrae, o setor de moda plus size fatura 5 bilhões de reais ao ano. Isso se dá graças ao fato que 60% da população brasileira é considerada acima do peso, mas o número de lojas que oferecem opções de roupas em tamanhos grandes é de apenas 18%. A porcentagem de lojas especializadas em tamanhos acima do tamanho 42 é ainda menor, representando apenas 3,5% do mercado.

Outro setor que apresenta um bom crescimento é o de moda infantil. Segundo a Abravest (Associação Brasileira do Vestuário), o mercado de moda infantil terá um crescimento estimado de 6% em 2017. Essa categoria se mantém em alta apesar de qualquer crise, devido ao fato que crianças precisam renovar o guardarroupa mais rapidamente, por conta do rápido crescimento. Com cada vez mais lojas e marcas especializadas nesse público, esse investimento se apresenta como uma opção interessante para empreendedores em todo o Brasil.

Existem ainda diversos nichos para serem explorados: marcas ecológicas, linhas de roupas para todos os gêneros, até brechós e lojas especializadas em roupas mais baratas. O importante é procurar por um nicho que te desperte interesse, pesquisar a fundo sobre ele e analisar quais lacunas do mercado você poderá preencher.

Independentemente do formato desejado para a sua loja de roupas, seu esforço e preparo serão essenciais para o sucesso do seu negócio. Procure conversar com outros empreendedores que já estão presentes nesse mercado e conheça opções de franquias de moda existentes, assim garantindo maior segurança para seu empreendimento e aumentando as chances de sucesso.

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