O ano começou bem para o franchising brasileiro. De acordo com a Pesquisa Trimestral de Desempenho divulgada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) nesta quinta-feira (10), o setor de franquias cresceu 5,1% do primeiro trimestre de 2018, em relação ao mesmo período no ano passado. Com o crescimento, o faturamento do setor chegou a 38,762 bilhões de reais.

Considerando o desempenho acumulado dos últimos 12 meses, o franchising cresceu 7%, com um faturamento de mais de 165 bilhões de reais. Com isso, a ABF projeta que o crescimento do setor em 2018 deve ficar entre 7% e 8%.

O número de unidades de franquias também fechou o primeiro trimestre com um saldo positivo, com um aumento de 1% – atualmente, são 144.527 unidades de franquias em operação no país.

Outro crescimento registrado na pesquisa foi no número de empregos diretos gerados pelo franchising, que aumentou em 0,9%. Hoje, o setor gera quase 1,2 milhões de empregos diretos formais. A previsão é de que essa taxa apresente um crescimento de 3% neste ano.

“Frente ao atual cenário da economia brasileira, consideramos este desempenho positivo, pois foi registrado em um período de inflação muito baixa – ao contrário do primeiro trimestre de 2017 – e de início da recuperação de uma das mais longas crises que o país já viveu”, afirma Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF, em comunicado à imprensa.

Desempenho dos segmentos

Observando os resultados de segmentos, as franquias de hotelaria e turismo se destacam. O setor foi o que mais cresceu no primeiro trimestre, registrando um aumento de 14,9% em seu faturamento.

Em seguida, aparecem os segmentos de serviços e outros negócios (que cresceu 9,3%), entretenimento e lazer (7,8%) alimentação e limpeza e conservação (ambos com 6,6%).

Modelos de operação

A pesquisa da ABF apurou ainda que franquias com operações diferenciadas e menos convencionais – como home office, delivery e venda direta – também estão crescendo. O modelo de operação que abrange esses formatos aumentou sua participação no franchising de 3% para 5%.

“O franchising continua a investir na eficiência de suas operações, no desenvolvimento de formatos mais enxutos e na busca de novos mercados, canais de venda e públicos como forma de manter seu desenvolvimento. A inovação, especialmente a incremental, também tem um papel importante e tende a se fazer mais presente nos próximos anos”, aponta Cristofoletti.

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