Permitindo a compra e a venda pela internet, as lojas virtuais são uma ótima maneira para empreendedores divulgarem produtos e serviços. Com um modelo de alta praticidade, o comércio eletrônico tem registrado crescimento constante e já faz parte da rotina de muitos consumidores brasileiros.

As pesquisas demonstram que o e-commerce pode ser um bom campo de trabalho para os próximos anos. De acordo com o relatório Webshoppers, divulgado pela Ebit, o e-commerce brasileiro apresentou um bom desempenho em todo o ano de 2017.

Segundo os dados da pesquisa, o segmento retomou crescimento após um 2016 turbulento, e registrou mais de 50 milhões de pedidos nos seis primeiros meses do ano, um resultado inédito para as lojas virtuais brasileiras. O aumento de 2017 bateu a casa de 3,9% em relação a 2016, marcando faturamento total de 21 bilhões de reais.

A economia brasileira deu os primeiros sinais de respiro ainda na primeira metade de 2017, o que refletiu positivamente no e-commerce. Medidas do governo federal também foram importantes para o resultado confiante: o Banco Central revisou para cima as projeções de vendas no varejo, além de registros de queda no desemprego e na inflação – questões que contribuíram para que o número de pessoas dispostas a comprar via internet aumentasse para 84,3% nos primeiro semestre de 2017.

A pesquisa da Ebit também analisou uma alta nas compras feitas a partir de smartphones. O aumento foi de 35,9% ainda no primeiro semestre de 2017, o que representou quase um quarto do total de pedidos feitos no comércio eletrônico brasileiro. As categorias mais procuradas pelos consumidores que compram via lojas virtuais estão a de telefonia e celulares, com 22,3% das compras, seguido pelos eletrodomésticos com 18,8%, e eletrônicos 9,6%.

Com tantos números positivos, fica claro que bons ventos sopram a favor das lojas virtuais brasileiras e investir em e-commerce pode ser uma boa estratégia para impulsionar um negócio ou até mesmo estrear no ramo do empreendedorismo.

Como montar uma loja virtual

Logo de cara, investir em uma loja virtual é atrativo por um motivo prático: trabalhando com vendas pela internet, não é necessário contar com um ponto comercial. Assim, o investidor tem custos reduzidos, eliminando os gastos com a loja física – aluguel, obras, mobiliário, entre outros.

Mas, atenção: apesar de não ter presença física, seja de comprador ou de vendedor, a loja virtual exige a mesma logística de estoque e entrega administrada pelas lojas convencionais. Além disso, as lojas virtuais precisam seguir regras próprias que devem ser consideradas para cada perfil de canal de venda.

Confira a seguir algumas dicas de como montar uma loja virtual.

Planeje-se

Uma loja virtual, assim como qualquer negócio, não sai do papel sem planejamento. A Associação Brasileira dos Agentes Digitais (Abradi – SP), atesta que metade do sucesso de uma loja virtual está relacionada ao fato de o produto ou serviço ser bom, resolver problemas de mercado e satisfazer um nicho de clientes exigentes. Os outros 50% estão relacionados à capacidade do empreendedor de unir um bom planejamento a uma gestão eficiente, mantendo a loja virtual sempre ativa e rentável.

A escolha do segmento de atuação é outra peça fundamental. É interessante dar preferência a um nicho de mercado, para reduzir concorrências com os grandes players já existentes, concentrando energia e investimento em um segmento com menor concorrência e, muitas vezes, inexplorado.

Mas, antes de colocar o site no ar, é preciso avaliar as demandas de mercado e possíveis dificuldades que possam ocorrer no futuro. Pesquisar demandas do setor de atuação e definir o mercado potencial são os primeiros passos. É importante analisar o que os concorrentes já oferecem e quais possíveis desafios são enfrentados por eles.

O empreendedor precisa observar ainda qual jornada de compra do cliente e definir o posicionamento negócio na internet, incluindo registro de nome e diferenciais. Avaliar por quais riscos a loja virtual poderá passar, é importante para definir o campo de atuação e se preparar para eventuais desafios.

Em resumo, o primeiro passo é elaborar um bom plano de negócios para ter tudo estruturado e evitar problemas no futuro.

Escolha da plataforma

Um dos principais desafios enfrentados na hora de montar uma loja virtual é decidir em qual plataforma a loja será estruturada. Atualmente, existem diversas opções de sistemas e plataformas para criação de lojas virtuais, e cabe ao empreendedor avaliar qual dos softwares atende as necessidades do negócio.

Vale pontuar que a plataforma escolhida não pode ser pensada apenas para atender os objetivos iniciais. A escolha do software deve ser feita a partir de análises do momento do negócio, orçamento disponível e o que empreendedor espera para o futuro da loja virtual.

O processo de criação pode ser realizado pelo próprio empresário; muitas empresas especializadas em plataformas disponibilizam roteiros que permitem a implantação e utilização dos softwares para criação da loja virtual. Entretanto, o Sebrae recomenda que é importante possuir conhecimento técnico em informática, além de dominar termos específicos do mercado de atuação.

Dependendo do modelo de loja e customizações que o empreendedor pretende, o mais aconselhado é a contratação de profissionais responsáveis por todos os processos para colocar a loja no ar. Tudo que for desenvolvido com exclusividade, demanda mais tempo e investimento financeiro.

A plataforma de e-commerce precisa ser um software responsável pela exibição e gerenciamento da loja, que permita fazer o cálculo automático de fretes, cadastro dos produtos e preços, além de facilitar o pagamento e realização da compra.

É preciso tomar cuidado para que o serviço de hospedagem tenha alta disponibilidade e máxima segurança, garanta que a loja permaneça estável e que a possibilidade de fraudes seja dificultada ao máximo. Além disso, a forma de apresentação da loja virtual, pensando em estrutura e layout, precisa transmitir confiança e credibilidade para os clientes, principalmente no momento da compra.

Existem três nichos de plataformas para se montar uma loja virtual: plataformas Open Source, SaaS e plataformas exclusivas.

As Open Source são sistemas de e-commerce desenvolvidas por programadores que disponibilizam o código para download de forma gratuita. As SaaS foram desenvolvidas por empresas especializadas que oferecem os softwares para uso mediante pagamento de mensalidade com participação sobre as vendas, que variam de acordo com o tipo de plataforma dentro desta modalidade. Já as plataformas exclusivas são sistemas criados de forma personalizada, destinados exclusivamente para cada empresa e seus objetivos no mercado.

Formas de pagamento disponibilizadas

As formas de pagamento que a loja virtual irá oferecer, ajuda a determinar a experiência do cliente dentro do site. No mercado, estão disponíveis três formas: intermediadores de pagamento, gateways de pagamento e integração direta com as operadoras.

Para os novos empreendedores, a opção mais indicada são os intermediadores de pagamento, como o Pagseguro e o PayPal, responsáveis por terceirizar todo o processo de pagamento. Esta opção, além de oferecem variadas possibilidades de pagamento, seja via cartão, boleto ou débito em conta, também realizam análise antifraude e reduzindo as chances de hackers e invasão do site.

Já os gateways de pagamento, são responsáveis por realizar a integração da loja com as administradoras dos cartões, sendo mais indicadas para lojas maiores e com maior fluxo de vendas. A opção de integração direta com as operadoras de cartão, como Cielo e Rede, fazem parte de uma etapa mais avançada e são destinadas a negócios já consolidados no mercado.

Logística do negócio

A logística de um e-commerce vai muito além de apenas entregar a mercadoria aos clientes. O prazo e a entrega bem sucedida são fundamentais para a satisfação e fidelização, e esta atividade é uma das principais causas de reclamação, principalmente em sites como o Reclame Aqui.

No e-commerce, a logística pode ser definida como atividade de gerenciamento encarregada de planejar e controlar o armazenamento, fluxo dos produtos e todas as informações relativas a eles, desde o momento de compra até a entrega ao cliente.

As tarefas da logística englobam recepção e conferência dos produtos, estocagem, envio para preparação do pedido, envio para a transportadora, rastreamento dos pedidos e controle de entrega. Definir a estratégia e as políticas de entregas ajudam a moldar toda a estrutura desta atividade.

Os serviços dos Correios e das transportadoras são as soluções mais comuns e, muitas vezes, mais práticas. Ao optar pelos serviços de uma transportadora, é aconselhado que o empreendedor feche contrato com uma empresa já consolidada e experiente no mercado.

Conforme a loja virtual vai crescendo e os pedidos aumentando, o volume de entrega também aumenta e repensar as estratégias de logística se faz necessário. A terceirização desta atividade pode ser uma saída, em que funcionários de uma empresa de logística ficam responsáveis pela recepção, controle e estoque dos produtos, além de fazer o picking, empacotar e enviar os pedidos.

A terceirização permite uma melhor gestão do retorno dos pedidos, ou seja, cada produto devolvido pode ser reintegrado ao estoque ou descartado, de acordo com as condições do produto. Algumas empresas especializadas em logística possuem parcerias com transportadoras, conseguindo melhores preços para as lojas virtuais.

Marketing para e-commerce

Divulgar uma loja virtual é uma etapa tão importante quanto pensar em uma plataforma para estruturar o e-commerce. O plano de marketing digital certo para o negócio permite que o empreendedor tenha ideia das ações e mudanças que precisam ser feitas para divulgar a loja e mantê-la com um bom posicionamento nos sites de buscas.

Contratar empresas de marketing digital para este fim é uma boa estratégia, em que especialistas irão construir planos de ação para cada objetivo da loja e o empreendedor poderá concentrar energia no que realmente importa: administração e gestão do negócio.

O marketing digital para e-commerce tem como objetivo construir e promover ações para que o cliente acesse a loja virtual e não feche o site sem que antes adquira um produto ou serviço. As estratégias de marketing precisam passar por três etapas fundamentais: aquisição, conversão e retenção.

Através da aquisição, o cliente será levado para a loja, gerando tráfego no comércio eletrônico. Para o usuário chegar até a plataforma de vendas, é preciso investir em estratégias sociais, ou seja, assessoria de imprensa e relacionamento com influenciadores, mídias pagas e SEO, são algumas das formas.

Agora, para converter um cliente, é importante conhecer o público-alvo e entender qual o comportamento dele na internet ao pesquisar e comprar um produto. Só assim é possível destinar investimentos para aquisição de tráfego e produção de conteúdo específico.

A retenção dos clientes é responsável por manter o cliente ativo dentro da loja virtual. Com custo mais baixo do que a conversão, é possível analisar dados de compra e sugerir novas aquisições personalizadas para os hábitos de cada cliente.

Presença em marketplaces

Outra forma de vender online é por meio dos marketplaces, um modelo de negócio presente no Brasil e em todo o mundo que funciona como uma espécie de feira online: os vendedores publicam seus produtos, em conjunto com outros comerciantes. Como exemplo de marketplaces, estão os sites Submarino, Mercado Livre, Elo7 e Enjoei.

O Mercado Livre, por exemplo, permite que seja vendido qualquer tipo de produto. A plataforma oferece diferentes formas de pagamento, além do MercadoPago, que permite realizar vendas por meio de cartão de crédito, mesmo que a loja virtual ainda esteja no começo das operações.

As vantagens dos marketplaces podem ser interessantes para quem deseja atuar no mercado online. Em primeiro lugar, o consumidor pode facilmente encontrar os produtos vendidos por um anunciante. Geralmente, os marketplaces possuem um nicho de clientes consolidados, e já recebem um volume grande de acessos, o que torna mais fácil que seu produto – ou loja virtual – seja visto e comprado.

Os custos com divulgação também tendem a ser mais baixos, já que os marketplaces costumam receber um maior volume de acessos, o que faz com que mais consumidores encontrem seus produtos.

Estas plataformas também contam pontos positivos nas formas de pagamento: as soluções são seguras e confiáveis, muitas delas possuem integração com correios e transportadoras para facilitar o envio dos produtos, além do empreendedor poder contar com uma marca já consolidada no mercado, o que agrega maior confiança nos produtos vendidos.

Como montar uma loja virtual investindo em franquia

Para quem se interessou em montar uma loja virtual, mas não quer lidar sozinho com todos esses processos, existe a opção de se tornar franqueado e atuar no e-commerce brasileiro.

As franquias do país conquistaram bom desempenho em 2017, somente no primeiro semestre, o faturamento obtido foi de mais de 74 bilhões de reais, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

As franquias virtuais são uma tendência que deve crescer no franchising, de acordo com especialistas da área. “Por conta dos bons números do e-commerce brasileiro, tem sido criadas franquias e redes inteiras sustentadas apenas no mercado online”, afirma Lucas Atanázio Vetorasso, diretor do Grupo ATNZO.

Assim, as franquias de lojas virtuais aparecem como uma opção atrativa. A estrutura oferecida pelas franqueadoras facilita em muitos aspectos o trabalho do empreendedor, que consegue atuar junto a uma empresa testada e consolidada no mercado.

As franqueadoras dessa área costumam cuidar de todo o processo de logística, ficando responsável pelo estoque e pelo envio dos pedidos, deixando os franqueados responsáveis apenas pela divulgação da sua loja, incentivando as vendas.

Outro atrativo é que as franquias de loja virtual apresentam baixo investimento inicial e custos operacionais reduzidos, sem necessidade de contratar funcionários ou instalação de ponto comercial, ou seja, o empreendedor trabalhará em sistema home based.

No momento de escolher o ramo de atuação, o empreendedor precisa estar por dentro do mercado, para encontrar segmento que mais se identifica, entender modelos de negócio das rede, produtos oferecidos e reputação da marca na web. Conversar com outros franqueados também é uma boa maneira de entender se esse é um bom negócio e se as promessas feitas pela empresa se cumprem na prática.

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