Pensando em investir em franquias de alimentação? Boa notícia: não faltam boas opções de negócio nesse segmento – é o que diz Guilherme Barreto, gerente de expansão da LojaDeFranquia.com. Com marcas mundialmente famosas, produtos variados e apelo a públicos diferentes, o segmento tem opções de redes para diversos perfis de empreendedores e modelos dos mais baratos aos mais caros – tudo isso em um mercado consolidado e que não para de crescer.

“Esse é um setor menos suscetível a crises econômicas, pelo fato de alimentação se tratar de uma necessidade básica. O segmento de alimentação, histórica e individualmente falando, é o mais representativo do franchising mundial”, avalia Guilherme.

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No mercado brasileiro, isso não é diferente: as franquias de alimentação são as que mais faturam no franchising nacional. De acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising, o setor faturou 19,795 bilhões de reais no primeiro semestre de 2017, registrando um crescimento de 5% em relação ao ano anterior.

As mais de 760 marcas de franquias que atuam no setor de alimentação têm a seu lado um mercado que continua aquecido, mesmo em um cenário econômico desafiador. O Instituto Foodservice Brasil (IFB) apurou que o mercado de alimentação fora do lar cresceu 3% em 2016, movimentando 184 bilhões de reais. “O surgimento de novas tecnologias e tendências neste mercado, como o surgimento de aplicativos para delivery, e a facilidade de lançamento de novos produtos, criações e tendências, impactam no crescimento deste setor”, explica Guilherme.

De fato, o segmento de alimentação é um dos que mais inova em modalidades de operação. Os atendimento delivery, por exemplo, já é forte nesse ramo – em 2015, os pedidos para entrega contabilizaram 9 bilhões de reais, conforme dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Além disso, modelos móveis, como os food trucks, food bikes, trailers e carrinhos também são tendências que têm conquistado o mercado em geral, espalhando-se pelas franquias.

Junto à variedade de modelos e produtos do segmento, as franquias desse ramo também se tornam alvo do interesse de investidores por outro motivo: a promessa de alto faturamento. “A receita média das lojas de alimentação tende a ser alta. Logo, o lucro real gerado no negócio tende a ser mais satisfatório pro investidor”, conta Guilherme.

Para se dar bem nesse negócio, porém, acertar na escolha da franquia é fundamental. Ao contrário do que pode-se pensar, tomar uma boa decisão nem sempre tem a ver com apostar em grandes marcas consolidadas; mais do que isso, é importante encontrar a marca que mais de adequa ao perfil do investidor e à região pretendida. Nesta matéria, você descobre como escolher a franquia de alimentação ideal para investir.

Escolhendo o tipo de franquia de alimentação

Alimentação é um termo amplo, mas as franquias do setor podem ser bastante segmentadas. É possível encontrar marcas especializadas em comida típica de diversos países, sorvetes, bolos, bebidas, cafeterias, hamburguerias e lanchonetes, pizzarias, restaurantes, churrascarias, entre muitos outros ramos. Selecionar um desses segmentos é o primeiro passo para começar a filtrar opções de negócios para investir.

“Antes de mais nada, é preciso entender se o perfil da marca é sinérgico ao perfil do franqueado. Ou seja: não adianta querer vender sushi se você odeia peixe cru. Depois, deve-se fazer um estudo de mercado para avaliar a pertinência deste produto ou segmento onde o investidor pretende abrir uma nova unidade franqueada”, indica Guilherme.

Para o especialista, esse estudo de mercado deve levar em conta especialmente o público da região, seus hábitos de consumo e o potencial de absorção do negócio na localidade pretendida. “Abrir um negócio extremamente inovador em pequenas cidades do interior, por exemplo, costuma ser uma armadilha, uma vez que a cidade pode deter padrões de consumo mais tradicionais”, destaca.

Conhecendo bem a região e o público, fica mais fácil definir o tipo de operação. Se a ideia é atingir pessoas que buscam alimentação rápida, redes de fast food e lanches são ótimas opções; para trabalhar com opções mais acessíveis, produtos como esfihas e salgados são boas pedidas; se o negócio vai ser instalado em uma área mais nobre, restaurantes com pratos mais sofisticados podem ser a melhor alternativa, e assim por diante.

Com ideias de produtos em mente, Guilherme alerta ainda para a necessidade de avaliar se o segmento pretendido é uma tendência passageira ou não. “Tivemos recentemente o efeito manada provocado pelas franquias de paleterias mexicanas, um produto que se mostrou efêmero poucos anos após o seu lançamento”, exemplifica.

Escolhendo o modelo da franquia

O setor de alimentação é um dos que mais oferece modalidades de franquias diferentes – há modelos de franquias de loja em pontos de rua e dentro de centros comerciais, franquias no container, unidades móveis em diferentes formatos, franquias em quiosque e focadas em atendimento delivery.

Para decidir o formato ideal para a operação, é preciso avaliar o que faz mais sentido para o produto e a região, a disponibilidade de pontos comerciais, o capital disponível para investimento e a expectativa de retorno do negócio.

Franquias de loja tradicional

Entre as franquias de alimentação, o modelo de loja tradicional oferece a oportunidade de trabalhar com espaço para consumo dos produtos no local, além de ser um ponto para retirada de pedidos no balcão ou para atender entregas.

Quem pensa em investir neste modelo, deve dispor de um capital mais elevado – afinal, é preciso arcar com instalação, adaptação do ponto, mobiliário, montagem de cozinha, equipamentos, entre outros. Além disso, é preciso encontrar um ponto com espaço suficiente para atender a demanda e contar com uma equipe de funcionários geralmente mais numerosa que em outras modalidades de operação.

“O investimento acaba sendo maior, mas, se a loja tem estrutura para consumo, você tende a oferecer naquele local um espaço interessante e confortável para que o seu cliente consuma o produto em questão. Fora isso, uma loja tradicional tem a vantagem de causar um impacto visual mais contundente, dependendo do ponto onde ela se encontra”, analisa Guilherme.

As franquias de loja têm, no geral, duas opções de instalação: pontos de rua ou praças de alimentação, dentro de shopping centers, aeroportos, rodoviárias, supermercados, galerias e outros centros comerciais. Embora as franquias em praças de alimentação sejam atrativas pelo fluxo de pessoas, é indispensável avaliar o custo/benefício com cuidado para não sair no prejuízo.

“Tenho percebido uma fuga dos candidatos dos shoppings, em razão do maior custo operacional e de manutenção do ponto, frente à ampla disponibilidade de lojas de rua sendo ofertadas em condições interessantes, devido à crise imobiliária pela qual boa parte do país passa”, comenta o gerente de expansão da LojaDeFranquia.com.

Franquias de quiosque

Os quiosques são comuns entre as franquias de alimentação. Oferecendo atendimento rápido, as unidades deste formato costumam oferecer produtos como sorvetes, doces, salgados, churros, lanches, bebidas, cafés e outros tipos de alimento, especialmente voltados a consumo rápido.

Segundo Guilherme, as principais vantagens de uma franquia de quiosque são custo mais baixo de montagem, facilidade de deslocamento para outros pontos comerciais, menos funcionários e maior simplicidade operacional. Com custo de instalação mais baixo, operação mais simples e menos funcionários, tanto o investimento inicial quanto o custo operacional do negócio são reduzidos, fazendo com que este seja um formato bastante atrativo para quem deseja investir em uma franquia barata.

“Por outro lado, você acaba ficando muito atrelado a pontos comerciais situados em shopping, metrôs, galerias comerciais ou supermercados. Além disso, a grande maioria dos contratos de quiosques costumam ser temporários ou de curto prazo”, contrapõe o especialista.

Também vale conferir o faturamento estimado do negócio; é comum que as franquias de quiosque faturem menos que os modelos de loja.

Franquias móveis

Atuando em formatos de food truck, bike, trailers e carrinhos, as franquias móveis vêm ganhando mais espaço nos últimos anos. Quem optar por este modelo vai encontrar redes que trabalham especialmente com alimentos de consumo rápido e preparação mais simples, como sorvetes, churros, sanduíches, bebidas e lanches.

Esse é um modelo interessante para quem busca dar mobilidade ao negócio. O franqueado pode, por exemplo, atender eventos, festivais, posicionar-se em áreas de maior movimento conforme a época do ano, entre outras estratégias para levar a unidade até o público.

Porém, esse tipo de franquia merece atenção redobrada do investidor para render bons resultados. “Pode ser preciso lidar com problemas como legislação municipal, vigilância sanitária, represálias de comerciantes de lojas de pontos tradicionais, segurança, etc. Outro ponto importante: cuidado para não gastar muito no investimento do seu truck, porque o retorno pode ficar comprometido em razão da necessidade de ofertar um produto com preços mais acessíveis”, alerta Guilherme.

Escolhendo a rede de franquia

Se você já conseguiu delimitar um segmento ou tipo de produto para trabalhar e um modelo de franquia de seu interesse, ainda assim é provável que existam várias opções de redes possíveis no ramo selecionado. O primeiro passo para tomar a decisão e escolher a rede ideal é comparar essas marcas.

“Avalie as condições oferecidas pela rede de interesse, compare às condições que outras redes oferecem, procure especialistas para assessorar neste processo de escolha, visite feiras, e invista tempo nessa comparação”, aconselha Guilherme.

Segundo o especialista, as franquias do setor podem oferecer diferenciais interessantes aos franqueados e ficar de olho nesses itens pode ajudar a fechar um bom negócio. Franquias com operacional simplificado e com processos bem definidos, por exemplo, evitam problemas e dores de cabeça na rotina.

“Ao falarmos de alimentação, é inevitável que a replicabilidade dos processos operacionais de uma franquia neste setor seja mais fluida. Manuais com os processos internos bem definidos, especialmente questões relativas à manipulação de alimentos são indispensáveis”, destaca Guilherme.

Logística eficiente na entrega de insumos para as unidades franqueadas, constante criação e renovação do mix de produtos também são pontos que fazem a diferença.

Guilherme indica ainda que, antes de tomar a decisão final, o interessado procure conversar com outros franqueados da marca: “conheça a perspectiva de quem já está dentro do negócio, equacione e relativize os depoimentos e avalie o perfil dos atuais franqueados da marca. Veja se essas pessoas se parecem com você”.

Por fim, o especialista atenta para a necessidade de se dedicar ao negócio para ter bons resultados – afinal, ainda que o setor de alimentação e o franchising como um todo formem mercados consolidados, é preciso trabalhar muito e enfrentar desafios para conquistar o sucesso.

“Uma franquia de alimentação pode significar alta carga de trabalho, ampla concorrência e, muitas vezes, ter que trabalhar no fim de semana ou até altas horas da madrugada”, finaliza Guilherme.

Com tudo isso em mente, é só iniciar o processo de escolha da rede e se preparar para encarar o negócio de frente.

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