Grab and go: conheça a tendência para franquias de alimentação

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grab and go

O segmento de alimentação está constantemente de olho em inovação e novas tendências de consumo. Uma das mais novas tendências a ganhar destaque nesse setor é o grab and go.

Grab and go é um termo em língua inglesa que, em tradução livre, significa “pegar e ir”. Na prática, o conceito designa um modelo de atendimento mais ágil, em que o consumidor pode pegar o alimento e levar para comer em casa ou em trânsito.

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As franquias de alimentação formam o segmento que mais fatura no franchising brasileiro. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), em 2018 as redes de alimentação faturaram mais de 45 bilhões de reais – mais de 10 bilhões de reais a mais que o segundo maior faturamento, o do setor de saúde, beleza e bem-estar.

Boa parte desse mercado é movimentado por redes de franquias de fast food. Algumas das maiores e mais populares marcas de franquias do país adota o modelo de fast food.

Assim, a procura por uma forma de atendimento rápido na hora de se alimentar não é uma novidade no setor. O potencial dos modelos grab and go estão justamente na aposta de deixar esse atendimento ainda mais rápido, sem a necessidade de que o consumidor se sente em um salão para comer ou tenha que esperar por muito tempo até que sua comida seja preparada.

De acordo com Rafaela Natal, especialista em Food Service da AGR Consultores, “o cotidiano das metrópoles é um dos fatores impulsionadores para o consumo de grab and go”.

“O hábito das refeições demoradas, deixou de ser um ‘ritual’ em alguns momentos de consumo da jornada do consumidor, e passou a ter menos significância devido à escassez de tempo. Agora, mais do que nunca, o consumidor quer pegar, pagar e levar, sem perder seu bem mais precioso: tempo!”, explica Rafaela.

Como aplicar o grab and go

O nicho de alimentação saudável é um dos destaques na modalidade grab and go. Pratos como sanduíches, wraps e saladas são exemplos de alimentos que podem ser disponibilizados nesse formato. Porém, essa não é a única possibilidade.

“Muitas vezes, as estações de grab and go estão ligadas à oferta de produtos saudáveis, mas na realidade trata-se de uma categoria de atendimento, onde o consumidor passa pela experiência de autosserviço. Sendo assim, os estabelecimentos podem ou não explorar o mercado de saudabilidade tão discutido nos últimos anos. Porém, como a demanda por alimentação saudável deverá crescer acima da média, essa categoria certamente estará presente nos pontos de venda cada vez mais”, reflete Rafaela.

Seguindo esse formato, é possível disponibilizar opções de alimentos para diferentes momentos do dia – café da manhã, almoço, lanche e jantar. A variedade de tipos de alimentos adaptáveis ao grab and go também é ampla. O principal a se ter em mente nesse modelo é a agilidade e a dispensa de um prato para comer.

Dados divulgados pela Statista apontam que, em 2016, o valor de mercado global de produtos para o café da manhã na modalidade grab and go era de 1,23 bilhão de dólares, por exemplo. A previsão da instituição é de que esse mercado cresça consistentemente nos próximos anos, e alcance um valor de 1,8 bilhão de dólares em 2026.

Além da seleção de um cardápio adequado ao modelo, para aplicar o grab and go também é preciso fazer adaptações no espaço físico da loja.

Rafaela Natal indica que o empreendedor que deseja adotar um modelo de grab and go funcional execute os seguintes passos:

  • Escolha embalagens e descartáveis adequados, funcionais e bonitos;
  • Acerte a dose na escolha do mix de produtos de acordo com o day part e público-alvo;
  • Busque um ponto comercial aderente à operação e ao fluxo de clientes;
  • Ajuste o layout e o fluxo;
  • Invista em expositores de qualidade, com adequada manutenção da cadeia de frio e atrativos;
  • Elabore materiais de comunicação conversíveis de acordo com o momento de consumo (café da manhã, almoço, lanche, jantar);
  • Desenhe e garanta a correta execução do planograma. Mantenha-o bem abastecido, colorido e atrativo;
  • Faça a gestão da demanda;
  • Aplique o sistema “PVPS” (Primeiro que Vence é o Primeiro que Sai) para evitar perdas e não correr o risco de vender produtos vencidos aos consumidores;
  • Garanta a qualidade e padronização de produtos.

“Os estabelecimentos precisam se planejar para entregar uma experiência surpreendente aos seus consumidores”, opina a especialista.

Grab and go nas franquias de alimentação

A tendência do grab and go já está ganhando espaço no franchising e é possível encontrar franquias de alimentação que aplicam essa modalidade de atendimento em suas unidades.

O Sterna Café, por exemplo, trabalha com um modelo de negócio com foco especial nesse formato. O modelo To Go da rede de franquias de cafeterias foi desenvolvido para locais com alta rotatividade de pessoas, proporcionando agilidade no atendimento e mix de produtos diferenciado. A loja deve ser instalada em espaços de, em média, 40 metros quadrados, e o investimento total é de 179 mil reais, segundo informações divulgadas pela empresa.

Franquias de bolos caseiros também são bons exemplos de redes que operam nessa modalidade. Nesses negócios, os consumidores encontram os bolos frescos, prontos para serem levados para casa. Não é necessário encomendar nem esperar pela preparação: basta escolher o sabor preferido e levar. Nessa mesma pegada, é possível apostar em franquias de lanchonete e salgados que entregam alimentos prontos.

Redes de franquias que investem em modelos de autoatendimento também são uma alternativa para quem quer aplicar o grab and go. Com o self service, é possível que o consumidor monte seu próprio pedido, o que também garante mais agilidade.

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